Depois do enorme sucesso de O Pai, espetáculo que levou mais de 120 mil espectadores aos teatros brasileiros e rendeu o Prêmio Shell de Melhor Ator a Fulvio Stefanini, o espetáculo “O Filho”, do premiado dramaturgo francês Florian Zeller, chega a Salvador em montagem inédita no Brasil, com direção de Léo Stefanini. As apresentações acontecem nos dias 09 e 10 de maio (sábado e domingo), às 20h, no Teatro Sesc Casa do Comércio, com elenco formado por Maria Ribeiro, Gabriel Braga Nunes, Thais Lago, Andreas Trotta, Marcio Marinello e Luciano Schwab.
Montada em mais de 20 países e adaptada para o cinema, O Filho integra a consagrada trilogia familiar de Florian Zeller — ao lado de O Pai e A Mãe. A trama acompanha Nicolas, um adolescente de 16 anos que enfrenta um intenso processo de depressão. Filho de pais separados, ele deixa a casa da mãe para morar com o pai, na tentativa de reencontrar algum sentido para sua vida.
Este é o segundo texto de Zeller dirigido por Léo Stefanini, que esteve à frente da montagem de O Pai, um dos maiores sucessos recentes do teatro brasileiro. “Eu conhecia a peça e tinha vontade de montá-la desde 2018. E, graças ao sucesso de O Pai, reconhecido pelo próprio Florian, que nos parabenizou pelo trabalho em sua rede social, foi muito legal podermos trazer O Filho, que também ambienta esse conturbado universo das relações familiares”, revela o encenador brasileiro.
O texto provoca uma reflexão sobre as relações familiares e os mistérios insondáveis da mente. “A depressão em adolescentes é tema fundamental na reflexão sobre nossa sociedade atual. Não faltam dados que comprovam o aumento exponencial de casos, em todas as classes sociais, em grande parte dos países do mundo. Não à toa a peça se tornou uma febre, sendo montada em todos os continentes. E poder jogar luz sobre o tema é importante para impactar o público de maneira única, provocando a reflexão sobre os caminhos possíveis para a redução de um quadro alarmante”, explica Stefanini.
O diretor ainda conta que a encenação é completamente pautada pelo trabalho com os atores. “O público vai acompanhar um espetáculo em ‘close’, valorizando cada detalhe da trama através de seus olhares e expressões. Neste sentido, não há ‘pirotecnia’ na cena. O cenário, a luz e a trilha seguem a sinteticidade proposta pelo texto”, acrescenta.
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