Em um movimento que une trajetória profissional, vivência pessoal e compromisso com a inclusão, a psicóloga, neuropsicóloga e escritora Meire Queirós acaba de lançar o livro “O mundo pelo meu olhar: perspectivas que ampliam a compreensão sobre o autismo”. A obra chega ao público como uma contribuição relevante para o debate sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), a partir de um olhar sensível. Mais do que um novo título em sua trajetória, o livro representa um avanço consistente na atuação de Meire como voz ativa na ampliação do entendimento sobre a neurodivergência. Profissional com atuação direta na área, Meire transforma experiência em conteúdo que dialoga com famílias, educadores e especialistas, sem perder a dimensão humana que o tema exige.
O lançamento acontece em abril, mês em que o mundo volta sua atenção para o Abril Azul, campanha instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promover a conscientização sobre o autismo. Inserida nesse contexto, a obra ganha ainda mais força ao propor não apenas informação, mas uma mudança de perspectiva: compreender o autismo para além de diagnósticos, reconhecendo-o como uma forma singular de existir. “O diagnóstico do TEA não é uma sentença, mas um caminho para o tratamento e a convivência. A análise de comportamento trata o autismo como uma estrutura singular de se relacionar com o mundo”, destaca Meire.
Organizado pela autora, o livro reúne diferentes vozes em uma construção coletiva que amplia o debate e fortalece a escuta. Ao todo, são 12 coautores, entre profissionais de diversas áreas e pessoas com vivências diretas com o espectro, que contribuem para uma abordagem plural, acessível e profundamente necessária. Com linguagem acessível e abordagem sensível, “O mundo pelo meu olhar” não apenas informa. Ele provoca, aproxima e convida à transformação. A obra se posiciona como leitura essencial tanto para quem convive diretamente com o TEA quanto para uma sociedade que ainda avança, aos poucos, na construção de ambientes mais inclusivos.
“O autismo não é um mundo à parte, mas uma maneira diferente de vivenciar o mesmo mundo. Compreender o espectro exige acolher as diferenças e entender que cada autista é único. O foco está em compreender, e não em buscar ‘curas’. A inclusão é um ato de amor e respeito que valoriza cada forma de existir”, acrescenta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 em cada 160 crianças no mundo está dentro do espectro autista. No Brasil, estimativas apontam para números ainda mais expressivos, como 1 em cada 100. Diante desse cenário, o diagnóstico precoce e o acesso a terapias multidisciplinares são fundamentais, mas, como reforça a autora, a informação precisa vir acompanhada de empatia e acolhimento. O livro já está disponível para aquisição diretamente com a autora e coautores, através do Instagram (@dra.meirequeiros).
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