A CAIXA Cultural Salvador recebe, a partir de 4 de novembro, a exposição Narrativas da Beleza, realizada pelo Acervo da Laje, museu-casa-escola localizado no Subúrbio Ferroviário da capital baiana. Com entrada gratuita, a mostra coletiva reúne obras de 15 artistas e propõe diferentes olhares sobre a memória, as paisagens, os saberes e a produção artística do território.

A abertura acontece na quarta-feira (04), às 19h, e a visitação segue de 5 de novembro a 17 de janeiro de 2027, na unidade da CAIXA Cultural na Rua Carlos Gomes.

Com curadoria de José Eduardo Ferreira Santos e Vilma Santos e curadoria adjunta de Renata da Silva Cardoso, a mostra representa um novo momento na trajetória do Acervo da Laje. Além do trabalho de salvaguarda, pesquisa e catalogação desenvolvido pela instituição, o projeto amplia os olhares sobre a memória estética e evidencia uma produção artística vinculada ao próprio território.

Participam da mostra Ana D’boa, Ana Dévora, Bruno Costa, César Bahia, Daniele Rodrigues, Débora Santos, Ludimila Lima, Marco Illuminati, Marina Muniz, Mila Souza, Prentice, Roxinha Lisboa, Suelen Novais, Uiler Costa-Santos e Zé di Cabeça.

Espaço de visitação:
A exposição está organizada em quatro núcleos: “Subúrbio: memória e futuro”, “Natureza sagrada e em disputa”, “Mulheres do Subúrbio” e “Ex-votos e nossos sagrados”. Juntos, eles abordam diferentes dimensões da vida e da memória do Subúrbio Ferroviário de Salvador.

O primeiro núcleo apresenta a região como um território marcado por transformações e permanências, reunindo referências ao mar, às praias, à enseada, às antigas palafitas, à pesca, à mariscagem e à histórica linha férrea.
No segundo núcleo, a fauna e flora aparecem como elementos da produção artística, com referências às matas, plantas e águas da região e ao Parque São Bartolomeu.

O terceiro espaço apresenta o território a partir das mulheres que participaram de sua construção cotidiana, de seus fazeres, saberes e lutas. Fotografias e obras de arte destacam personagens que contribuíram para a formação e a vida social da região. O percurso se encerra com “Ex-votos e nossos sagrados”, dedicado aos registros materiais relacionados à fé e às graças alcançadas. A proposta parte da ideia de que “os encantos vão reger as nossas vidas”, explica José Eduardo, um dos fundadores do Acervo da Laje. “É um trabalho realizado a partir do assombro e do encantamento, com poéticas da fartura. Ela convida ao diálogo e à imersão nessas narrativas da beleza que queremos continuar a contar daqui para a frente”, afirma.

Foto Daniele Rodrigues