Frank Menezes retorna ao palco do Teatro Módulo, em Salvador, com seu espetáculo solo “Aleluia”, uma comédia rasgada que já arrancou gargalhadas do público e palmas em cena aberta em sua primeira temporada. Sob a direção de Marcelo Praddo, com texto de Márcio Azevedo e Ricky Hiraoka, a peça será apresentada aos sábados de abril, maio e junho, sempre às 19h. Os ingressos custam R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia).
O Enredo
Aleluia Eulália das Neves é uma dona de casa politicamente incorreta, conservadora e cheia de opiniões controversas. Ignorada pelo marido, explorada pela filha e sem nenhum reconhecimento, ela vive uma rotina de dedicação à família. Na verdade ela é uma mulher muito próxima da vida de todos, mas que, muitas vezes, passa despercebida. Ela é mãe, tia, irmã mais velha, avó, esposa e a figura materna perfeita.
Na trama, Aleluia é vista pelo marido como a empregada da casa, enquanto a filha a trata como um caixa eletrônico. Sempre disponível, ela convive com personagens peculiares, como Dona Matusalém, a sogra que se recusa a morrer, e Mamute, a melhor amiga compulsiva por comida. Mas Aleluia guarda um segredo: é completamente apaixonada por um ator pornô.
Sua rotina segue em meio a esses desafios até que, certo dia, ela passa a acreditar que cometeu um crime terrível e decide se entregar à polícia. A partir desse momento, a história se desenrola com situações hilárias e absurdas, revelando o universo caótico e tragicômico dessa personagem marcante.
Bastidores e Criação
Com direção de Marcelo Praddo, “Aleluia” tem texto escrito por Márcio Azevedo, roteirista de TV e Cinema e uma figura atuante no teatro carioca e por Ricky Hiraoka, jornalista e colunista do Splash. Inicialmente, a peça foi escrita para a atriz Cacau Protásio, mas, por conflitos de agenda, não foi possível sua participação. Foi então que Márcio Azevedo teve um insight: “O texto sempre foi para Frank Menezes. Ele mudou minha vida quando assisti ‘A Bofetada’. Vi essa peça 16 vezes, e ela me fez querer ser escritor”, relembra.
Marcelo Praddo e Frank Menezes já trabalharam juntos anteriormente no monólogo “O Corrupto”, e o diretor reforça sua admiração pelo ator: “Frank é um dos nossos melhores artistas. Seja no drama ou na comédia, ele tem um dom especial que conquistou a Bahia e o Brasil. Além disso, é um amigo-irmão com quem compartilho uma visão semelhante sobre o teatro e seu papel na sociedade”, diz Marcelo.
Fotos: Edivalma Santana