Celebrado em 8 de abril, o Dia Mundial de Combate ao Câncer tem como proposta conscientizar a população sobre a doença e as formas de prevenção para o seu enfrentamento. Novo estudo global da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) aponta que quase 40% dos diagnósticos de câncer poderiam ser evitados. Isso equivale a dizer que quase 4 a cada 10 pessoas diagnosticadas com algum tipo de câncer têm a doença associada a fatores que poderiam ser evitados ou controlados, como tabagismo, sedentarismo, obesidade e sobrepeso, exposição à radiação ultravioleta, infecções como HPV, consumo excessivo de álcool, alimentação inadequada, poluição do ar e exposição a agentes ocupacionais.

O estudo, publicado na revista científica Nature Medicine, incluiu 36 tipos de câncer em 185 países e chegou a uma conclusão contundente: 37,8% dos diagnósticos de câncer feitos em 2022 foram associados a fatores modificáveis. Dos 18,7 milhões de diagnósticos de neoplasias no período, cerca de 7 milhões poderiam ter sido evitados. O cigarro continua sendo o principal fator de risco evitável, responsável por 15,1% dos novos casos de câncer no mundo.

Esses novos indicadores globais reforçam a importância da prevenção através da adoção de um estilo de vida saudável e de políticas públicas que possibilitem o rastreamento, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado do câncer”, afirma a oncologista Clarissa Mathias, Lider do Cancer Center HSI Oncoclínicas. “O tabagismo ainda é o principal fator de risco para o câncer no mundo, além de ser a principal causa do câncer de pulmão, considerado o mais letal, ele aumenta o risco de desenvolvimento de tumores de boca, faringe, laringe, esôfago, bexiga, pâncreas, dentre vários outros, e reduz a sobrevida de pacientes oncológicos em geral. A melhor forma de evitar o tabagismo é nunca fumar o primeiro cigarro”, destaca Clarissa Mathias.

“Além do tabagismo, o excesso de peso e o sedentarismo, o consumo excessivo de carnes vermelhas, ultraprocessados e alimentos açucarados, consumo de bebidas alcoólicas, sexo sem proteção e exposição ao sol sem protetor solar são fatores evitáveis”, destaca o oncologista Eduardo Moraes, da Oncoclínicas. O médico reforça a importância das campanhas de conscientização através da imprensa. “Além de combater a desinformação, as inúmeras campanhas como Março Azul-Marinho, Julho Verde, Outubro Rosa e Novembro Azul estimulam a prevenção e o autocuidado”, explica Eduardo Moraes.

Foto Freepik