Uma notícia chocou os amantes de futebol nesta primeira semana de abril: o ex-meia do Vitória, Leandro Domingues, morreu aos 41 anos após uma luta contra o câncer de testículo. A morte do ídolo chamou a atenção para a importância da conscientização sobre o tumor – que deve registrar aproximadamente 1700 novos casos no Brasil em 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Urologista e preceptor do curso de Medicina da Universidade Salvador (UNIFACS), Nilo Jorge Leão explica que não existem medidas preventivas específicas que sejam comprovadas para evitar o tumor, pois muitos fatores de risco são congênitos ou genéticos. “Porém, o autoexame mensal e consultas regulares com o urologista são fundamentais para o diagnóstico precoce, o que aumenta significativamente as chances de cura”, revela.
De acordo com o médico, a correção cirúrgica (orquidopexia) em crianças com criptorquidia (condição em que um ou ambos os testículos não descem para o saco escrotal), quando realizada até os dois anos de idade, pode reduzir o risco de desenvolvimento do tumor no futuro. Histórico pessoal ou familiar do tumor, síndromes genéticas (como a disgenesia gonadal) e história prévia de tumor no testículo contralateral são considerados fatores de risco.
Além disso, estudos sugerem que exposição prolongada a pesticidas, distúrbios endócrinos durante a gestação e exposição ocupacional a sustâncias químicas podem estar relacionados ao aumento do risco da neoplasia. Porém, o urologista reforça que “ainda não há um consenso definitivo sobre o impacto desses fatores ambientais no surgimento da doença”.
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