A data nacional dedicada à Axé Music será celebrada pela primeira vez nesta terça-feira (17) no Brasil. Em Salvador, o feriado e último dia do Carnaval, terá uma programação especial para a comemoração. Acontece hoje, a partir das 21h na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, Pelourinho, um show que reúne ícones do gênero musical baiano, sob o comando de dois expoentes da nova cena da música produzida na Bahia, Guigga Maraka e Ângela Velloso, sob a direção artística do cantor, escritor e compositor de alguns dos maiores hits do movimento cultural, Manno Góes — também idealizador da homenagem.
No palco, a dupla recebe Carla Visi, Gerônimo, Laurinha Arantes, Marcionílio, Zé Paulo, Joka e Zé Honório, nomes fundamentais para o sucesso da Axé Music desde o início até a consolidação como um gênero que se expandiu nacionalmente. A banda que serve de base para o show também ajudou a levar essa história para o Brasil e, através da música, projetar Salvador para o mundo. Os artistas serão acompanhados por uma mini orquestra, composta por quinteto de cordas, naipe de metais, coro, guitarra, baixo, bateria e percussão, com músicos como Joatan Nascimento, Gerson Silva, Paulinho Caldas e André Becker.
“O Dia Nacional do Axé é fundamental porque ele reconhece oficialmente um dos maiores movimentos culturais do Brasil. Ter uma data nacional é preservar sua memória, ensinar às novas gerações de onde ele veio e garantir que o Axé seja tratado como patrimônio cultural, não como moda passageira. Celebrar essa data com um show especial é afirmar uma identidade cultural, um legado afro-baiano que transformou a música brasileira”, pontua Manno Góes. Ele avalia que a Axé Music é “uma força cultural que mudou nossa cidade, nossa economia, nossa força de atração turística e econômica. E, como todo grande catalisador cultural, ela só existe porque pessoas reais a construíram, passo a passo, palco a palco”.
Angela Velloso e Guigga são dois dos cantores mais celebrados da nova geração da música feita na Bahia. O baiano de Maracás lembra que o gênero foi construído por uma diversidade de artistas e de culturas, de diferentes localidades do estado. “Estar nesse show ao lado de artistas importantes dessa história sendo um músico de axé do interior me traz a responsabilidade de representar os músicos que conheci e que me formaram nos trios elétricos de nossas festas de rua, especialmente o meu pai, Tião Silveira, cantor da Banda Me Leva e um dos grandes puxadores de trio elétrico da Bahia. Vai ser uma noite de celebração e passeio por memórias bonitas de nossos carnavais”, promete.
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