Ele veio do Sertão baiano para fazer festas em Salvador. 
Não importa o momento, para ele qualquer encontro, seja
 de negócios ou de amigos, é motivo para comemoração. Já trabalhou como vendedor de loja de roupas em shopping, já fez quitutes, e tudo ao mesmo tempo. Agora, ele é o comandante das listas VIPs dos melhores eventos da Bahia, seja lançamento de coleção de grifes e marcas, boates, eventos corporativos, camarotes e festas – axé, pop rock brasileiro, funk etc. Estamos falando de Ginno Larry, 37 anos, natural de Olindina, pequena cidade do Sertão da Bahia, a pouco mais de duas horas da capital baiana. A sua trajetória e sucesso profissional não são à toa, desde quando morava no interior já gostava de produzir eventos, dentre eles a própria formatura do 3° ano colegial, além de organizar festas da igreja e outras que surgissem. Logo depois, chegou a Salvador e produziu matinês na antiga boate Gloss, do cantor Edson Cordeiro, na Barra. Simultaneamente, começou a trabalhar em um shopping, na loja Mitchell, onde foi vendedor por cinco anos e começou a criar um bom relacionamento com diversas personalidades baianas, entre elas, a quituteira Dadá, por quem nutre um carinho enorme. Posteriormente, foi trabalhar na Ellus, onde ficou por 10 anos e foi considerado por anos consecutivos o melhor vendedor
do Brasil. Comunicativo e extrovertido, transformava suas vendas em festa. “Criava toda uma recepção para bem atender. Oferecia champanhe, tudo o que as clientes tinham direito. Hoje, mesmo já não sendo vendedor da Ellus, existem clientes que só vão à loja comigo”, lembra. Organizar as festas da loja foi uma consequência natural. Seu nome foi se espalhando e sendo solicitado pelos frequentadores dos eventos para organizar aniversários, casamentos etc. A parceria com a marca da loja na qual trabalhou é tamanha que ele é o responsável pelos lançamentos de coleção da grife. “Houve apenas mudança do foco de atuação, pois continuo a parceria, fazendo eventos para a marca e para o grupo”. Aliado ao profissionalismo e à competência, o bom relacionamento fez a diferença quando decidiu deixar a profissão de vendedor para seguir a carreira de promoter. “As oportunidades foram surgindo e não tive como não as agarrar. Nesses mais de 15 anos de trabalho em shopping, consegui criar um mailing de clientes para todos os segmentos e gostos. Conquistei amigos e conheci dezenas de artistas baianos – hoje, muitos são clientes - e realizei centenas de festas”, pontua. Hoje, é o responsável por criar o conceito e convidar os possíveis clientes para as festas e coquetéis de lançamento da Iódice, Armani Jeans, 2nd Floor, Cia. Marítima, Cantão, Sergio’s, Rommanel, Emar Batalha – a nova joalheira dos artistas. Ele explica que é chamado para produzir esse tipo de evento pelo fato de levar clientes reais. “Chamo pessoas que são possíveis clientes e que irão comprar nas lojas. A todos os meus eventos eu levo personalidades, formadores de opinião e artistas”. E não para por aí. Larry produz também festivais de música – o Negra Cor Fashion tour, que mistura arte, moda, gastronomia e música - e shows de bandas, como as do movimento musical Alavontê, camarotes, filmes, peças de teatro etc. “Uma das festas que produzo é o Alaveillon, um Réveillon que acontece no meio do ano aqui em Salvador e é um sucesso absoluto. Acabamos de fazer a 2° edição em 2015 e é maravilhoso ver as pessoas com sentimentos de mudanças positivas. Devido ao sucesso, a partir deste ano, 2016, faremos essa festa também em outros Estados”, antecipa. A maior preocupação é que tudo
dê certo e que as pessoas se divirtam. “tenho conseguido realizar muito bem o meu trabalho. Estou muito feliz, fazendo o que gosto. Sou convidado também para várias festas e há finais de semana que é tanto evento, que fico sem saber para onde ir. Eu queria poder estar em todos os lugares. É bom se sentir uma pessoa querida.”, finaliza, ao declarar que se inspira na promoter e empresária Licia Fabio, “uma amiga, com quem já fiz trabalhos”. Ginno Larry trabalha fazendo o que ama e não tem medo de colocar a mão na massa. O trecho da música tudo vira Som, da banda Mametto, resume um pouco a vida deste rapaz: “Vira som / Que o mundo cantar / Pra aprender / A perder, a ganhar / Descobri que não dá pra colher / Sem plantar”. Texto: Ginno Larry em entrevista concedida à Revista Let's Go Bahia - 36ª Edição.