No dia 20 de agosto de 2026, das 19h às 21h, o Barro Vermelho Atelier e Galeria de Arte, no Rio Vermelho, em Salvador, realiza o vernissage da exposição “13 Gestos de Santa Dulce”, reunindo 16 artistas em torno da vida, da obra e, sobretudo, do legado de amor, cuidado e solidariedade de Santa Dulce dos Pobres.

O projeto integra as comemorações oficiais das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) em homenagem a Santa Dulce, estabelecendo um diálogo entre arte contemporânea, memória, fé, devoção e o patrimônio afetivo construído em torno daquela que dedicou sua vida aos pobres e necessitados e se tornou a primeira santa brasileira.

O número 13, profundamente ligado à história e à devoção a Santa Dulce, conduz simbolicamente a exposição. A proposta parte dos gestos — pequenos, cotidianos, silenciosos ou grandiosos — como expressões de acolhimento, compaixão, entrega, fé e transformação. A partir desse eixo, cada artista foi convidado a construir sua própria interpretação sobre o universo de Santa Dulce, utilizando diferentes linguagens, técnicas e poéticas.

Participam da exposição Ana Motta; André Araújo; Bel Borba (artista convidado); Bruno Pamponet; Eliezer Nobre (artista convidado); Felix Sampaio (artista convidado); Gabriela Cruz; Mari Simas; Maria Nazaré Santos; Rafaela Anjos; Sônia Castro; Tatiana Sampaio; Teka Portela; Telma Falck; Timóteo Lopes e Twi.sio.

Mais do que uma mostra expositiva, “13 Gestos de Santa Dulce” foi concebida como um projeto artístico de caráter coletivo, buscando fazer da experiência da arte também um território de encontro, partilha e construção de memória.

Entre as ações desenvolvidas está a Oficina de Ex-votos em Cerâmica, realizada no Barro Vermelho Atelier sob a orientação dos artistas e ceramistas Bruno Pamponet e Tati Sampaio. A atividade teve como ponto de partida a tradição dos ex-votos — objetos que atravessam a cultura popular e religiosa como testemunhos materiais de fé, pedidos, agradecimentos e graças alcançadas — aproximando essa manifestação dos processos da cerâmica e da criação artística contemporânea.

A ação terá ainda um importante desdobramento. Posteriormente, artistas se reunirão para a construção de um painel cerâmico coletivo, concebido a partir dessa experiência e dos gestos produzidos durante o projeto.

Depois de concluído, o painel será doado ao Santuário de Santa Dulce dos Pobres, permanecendo como testemunho material e afetivo desse encontro entre artistas, comunidade, arte, fé e memória.

A iniciativa reforça a proposta do Barro Vermelho de compreender a arte para além do objeto exposto: como experiência capaz de gerar encontros, estabelecer vínculos e deixar marcas que permanecem para além do período de uma exposição.

Em “13 Gestos de Santa Dulce”, cada obra nasce de um olhar particular, mas todas convergem para um mesmo território simbólico: a permanência dos gestos de Dulce.

Gestos que acolheram, alimentaram, protegeram e transformaram vidas. Gestos que atravessaram o tempo e continuam presentes na memória da Bahia e na história de milhares de pessoas.

A exposição propõe, assim, não apenas olhar para Santa Dulce, mas refletir sobre aquilo que seu exemplo ainda nos convida a fazer: transformar cuidado em gesto, solidariedade em prática e amor em presença.

Foto Divulgação