Médico da Novofio Salvador explica que conhecer o histórico familiar favorece o diagnóstico precoce da alopecia androgenética e amplia as chances de preservar os cabelos
“Se o pai ou o avô ficou careca, o filho também ficará?” A dúvida é comum entre os homens, principalmente quando começam a notar os primeiros sinais de queda de cabelo. Embora a herança genética seja o principal fator relacionado à alopecia androgenética, o tipo mais frequente de calvície, ela não determina exatamente quando a perda dos fios terá início nem como ou com que intensidade a condição irá evoluir.
“A genética é, sem dúvida, o principal fator da alopecia androgenética, mas ela não deve ser encarada como uma sentença. Cada pessoa responde de forma diferente e, hoje, quanto mais cedo o paciente procura avaliação, maiores são as chances de controlar a progressão da calvície”, explica o médico da clínica capilar Novofio Salvador, Wesley Bernardo da Silva.
A calvície é uma condição que afeta milhões de homens e costuma ter forte influência genética. Por isso, conhecer o histórico familiar e estar atento aos primeiros sinais de queda capilar pode fazer toda a diferença. A identificação precoce da alopecia androgenética amplia as possibilidades de tratamento e aumenta as chances de preservar os fios por mais tempo.
A alopecia androgenética ocorre quando os folículos capilares apresentam maior sensibilidade aos hormônios andrógenos, o que provoca o afinamento progressivo dos fios. Com o passar do tempo, os cabelos passam a nascer mais finos e curtos até que alguns folículos deixam de produzir novos fios.
Os primeiros sinais costumam surgir de forma discreta. Entre eles estão o aumento da queda de cabelo, a redução do volume, o afinamento dos fios, o recuo da linha frontal, as conhecidas entradas, e a diminuição da densidade capilar na região do topo da cabeça. Como a evolução é gradual, muitos homens demoram a perceber essas mudanças ou acreditam que elas fazem parte do processo natural de envelhecimento.
Segundo Wesley Bernardo da Silva, esse é um dos principais motivos pelos quais muitos pacientes chegam ao consultório quando a perda capilar já está em estágio avançado. “Muitas pessoas esperam que a calvície fique evidente para buscar ajuda. No entanto, quando o tratamento é iniciado nas fases iniciais, conseguimos preservar um número maior de folículos ativos e alcançar resultados mais satisfatórios”, destaca o especialista.
Atualmente, existem tratamentos capazes de desacelerar a progressão da alopecia androgenética e estimular o fortalecimento dos fios. A indicação varia conforme o estágio da doença e deve ser definida após avaliação especializada. “O diagnóstico precoce continua sendo a principal estratégia para preservar os cabelos e reduzir o risco de perdas irreversíveis”, ressalta o médico.
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