O efeito de névoa que se forma em uma queda d’agua foi a maneira com a qual os gregos descreveram um dos sintomas e nominaram a catarata, que deve-se à opacidade progressiva da lente natural dos olhos, que fica por detrás da íris, o cristalino, levando gradualmente à perda da qualidade da visão, como uma consequência do envelhecimento dos olhos.
A catarata pode ocorrer em qualquer idade. Mesmo recém-nascidos podem apresentar catarata congênita, habitualmente relacionada a infecções ou outras alterações durante a gestação. Já em crianças maiores, adolescentes e adultos jovens, traumas, doenças metabólicas como o diabetes ou inflamações intraoculares podem levar ao surgimento de catarata. Entretanto, o tipo mais comum é a catarata senil, que faz parte do processo natural do avanço da idade e costuma surgir a partir dos 50 anos.

 
Insegurança, perdas e isolamento
A perda gradual, progressiva e indolor da qualidade da visão pode demorar a ser percebida, entretanto alguns sintomas podem ser notados desde o início, como eventuais e rápidos efeitos de halos e raios estrelados a partir de fontes luminosas como faróis de carro ou iluminação pública, levando à perda de reflexos durante a condução de um veículo. Ou, ainda, com a perda do contraste entre as cores, o branco ficando mais amarelado, pode levar a uma queda, fratura ou traumatismo devido ao prejuízo também da noção de distância e profundidade ao se descer uma escada ou durante a realização de um exercício físico, por exemplo.
Estas perdas podem ser ainda mais significativas, pois as limitações causadas pela catarata, pela queda do desempenho visual, se não forem corrigidas, podem levar o indivíduo a ficar cada vez mais retraído, tanto devido à insegurança de locomoção quanto à prática de suas atividades normais e vir a sofrer de depressão, ou seja, ao ver-se privado do seu hábito e prazer de leitura, de assistir televisão ou, mesmo, caminhar, pode levá-lo ao isolamento.

Dr-Eduardo-Marback-Olhos-Freitas
Dr. Eduardo Marback
Oftalmologista do Instituto Olhos Freitas Especializado em Catarata Doutorado pela UNIFESP/EPM Professor Adjunto de Oftalmologia da UFBA

Uma decisão compartilhada entre o paciente e o médico
A cirurgia de catarata é, em sua quase totalidade, eletiva, ou seja, não se trata de um procedimento de emergência, portanto, o paciente tem também autonomia para decidir sobre o melhor momento para operar, sendo determinante a sua conveniência e o grau de desconforto causado pela perda na qualidade e quantidade de visão. Assim, considerando o que sente, suas atividades diárias, seus hábitos e necessidades, poderá optar pelo procedimento, sem ter, inclusive que esperar pelo “amadurecimento completo” da catarata, conceito ultrapassado diante da evolução da técnica cirúrgica.

O procedimento cirúrgico
As tecnologias e técnicas empregadas estão bem estabelecidas, permitindo uma cirurgia cada vez mais segura e com resultados previsíveis e reproduzíveis. Hoje, a cirurgia é rápida, feita sob anestesia tópica, sem necessidade de oclusão do olho, com alta praticamente imediata, sempre com o suporte e assistência de um médico anestesista, ocasionando uma permanência total de duas a três horas no hospital.
Em todo o processo, desde a descoberta da catarata até a cirurgia, a etapa do planejamento sobre o tipo de lente intraocular que irá substituir o cristalino envelhecido é de extrema importância. Atualmente existem diversos tipos de lentes intraoculares, com diferentes propósitos. Desta forma, é possível minimizar a dependência dos óculos após a cirurgia e, em algumas situações, até mesmo eliminar por completo esta necessidade. Assim, após o diagnóstico e a decisão de realizar a cirurgia, o planejamento personalizado da cirurgia e o implante da lente intraocular artificial podem permitir um excelente desempenho visual com retorno precoce do paciente as suas atividades habituais.

Instituto Olhos Freitas
71 3330 6100
olhosfreitas.com.br

Compartilhar