Montagem teatral que coloca em cena o encontro tenso e profundamente humano entre dois homens atravessados pela guerra, pelo poder e pela necessidade de redenção, “Docta Ignorantia” estreia temporada no Teatro Gamboa nesta quarta-feira (06), às 19h, com outras apresentações nos dias 13, 20 e 27, no mesmo horário. Montado a partir do texto “Novas Diretrizes para Tempos de Paz”, de Bosco Brasil, o espetáculo se passa em abril de 1945, nos momentos finais da Segunda Guerra Mundial, durante a ditadura de Getúlio Vargas no Brasil. Os ingressos custam R$15/R$30 para assistir presencialmente, e R$15 para assistir pela plataforma virtual do Teatro Gamboa.

A trama acompanha Clausewitz, um judeu polonês refugiado de guerra que chega ao país em busca de recomeço, carregando apenas a própria história e um domínio limitado da Língua Portuguesa. Ao desembarcar, ele é barrado por Segismundo, funcionário da imigração e ex-torturador da polícia política do regime. A direção é assinada por Rudá Paixão, com atuação de Augusto Barbosa e Gabriel Amorim.

Na quinta-feira (07), às 19h, “A Plástica do Plástico” é uma performance que assume a programação e que tem o plástico como principal elemento da criação. Em diálogo com a instalação artística “Contemporaneidade Plástica, Ode ao Descartado”, de Mateus Dantas, em cartaz na galeria Jayme Figura, no foyer do Gamboa, “A Plástica do Plástico” explora potencialidades sensoriais de materiais descartados, transmutados em arte, instigando reflexões sobre temas como consciência, consumo e meio-ambiente, através da ludicidade que a arte é capaz de acionar. Os ingressos custam R$25/R$50 para assistir presencialmente, e R$15 para assistir pela plataforma virtual do Teatro Gamboa.

Vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2015, na categoria Revelação, o solo teatral “Isto Não É Uma Mulata” assume a programação do Teatro Gamboa nesta sexta (08), às 19h, e sábado (09), às 17h. A peça provoca reflexões sobre a representação da mulher negra, além de apontar as fragilidades do mito da democracia racial brasileira. Com criação e atuação de Mônica Santana, a obra ganhou destaque na cena teatral de Salvador por trazer uma perspectiva de discussão sobre as questões raciais, com uma linguagem aproximada com a performance, mas também incorporando elementos de cultura pop, ironia, depoimento pessoal e apontamento de teatro épico.

A invisibilidade, a visibilidade reduzida, os estereótipos, o silenciamento, a exotização e a hipersexualização são alguns dos pontos tocados na obra, de conotação feminista e de denúncia do racismo, empregando humor, ironia, referências de cultura pop e de massa. Os ingressos custam R$20/R$40 para assistir presencialmente, e R$15 para assistir pela plataforma virtual do Teatro Gamboa, na sexta e no sábado. O espetáculo volta a cartaz nos dias 15 e 16 de maio.

Antes de cada apresentação acontece o CineGamboa, com a exibição de “Levante- Foto Filme”. Após cada apresentação, acontece o PapoGamBoa, um bate-papo entre o público e os artistas.

Quem for ao teatro pode conferir ainda a instalação do artista Mateus Dantas, “Contemporaneidade Plástica – Ode ao Descartável”, que ocupa a galeria Jayme Figura, com peças elaboradas a partir de materiais descartados. A mostra será atualizada e renovada com novas peças durante todo o período em cartaz. Desde 2008 Mateus desenvolve pesquisa acerca da criação e confecção de instrumentos musicais feitos a partir de materiais encontrados nas ruas, obras que foram e são utilizadas em concertos musicais, espetáculos de dança e teatro, performances e audiovisual.

Foto Mateus Dantas